A VIDA É UM SOPRO!

É bom pensarmos na brevidade dos nossos dias, um assunto tão sério e pertinente, em que possivelmente aumentou o número dos que meditam nele, devido à crise que está a acontecer no mundo. A vida passa a correr diante dos nossos olhos, e estamos nela, mas, por vezes, parece que estamos passando ao lado dela.

Muitos estão a aprender a viver “o aqui” e “o agora”, devido às crises existenciais pelo que passam. Moisés, o Grande Homem de Deus que foi usado para libertar um povo escravizado, e é o autor do Salmo 90: 9, 10, 14, descreve a brevidade da vida de uma forma simples, mas profunda.
 
“Pois todos os nossos dias vão passando na Tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro. A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos… Sacia-nos de madrugada com a Tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias.”

O versículo12 do mesmo Salmo encerra com palavras de uma sabedoria que vem do coração de Deus. E quem dera que percebêssemos a necessidade de vivermos dessa forma: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio.

Infelizmente, grande parte da humanidade agarra-se ao passado, que nem tem tempo para viver o seu presente, o seu “hoje”. Outros estão tão preocupados com o futuro que nem prestam atenção às dádivas do seu dia-a-dia.
Bastantes anos mais tarde, o Apóstolo Tiago, na sua carta aos judeus que viviam dispersos, escreve:

Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos. Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” Tiago 4:13-15

A nossa vida que parece tão consistente e duradoura, não passa de um sopro. Felizes aqueles que conseguem deixar o seu legado, mas mais ainda, os que a souberam aproveitar, tirando dela o melhor proveito, vivendo com Deus e para Deus.

Quando o homem foge deste padrão, a vida é nada, porque o mais importante não são os feitos ou destaques em alguma área, mas o seu ser perante Deus e perante os seus semelhantes. Aquilo que nos leva a pensar que estamos a viver bem, pode ser puro engano, porque a vida que recebemos pela graça divina, tem como objetivo primário, ser vivida para Deus e glorificá-Lo a Ele.

Os talentos naturais tornam-nos únicos aos olhos Daquele que com tamanho amor nos criou e os concedeu. Mas esses talentos não só para vivermos aqui, mas para nos preparar simultaneamente para uma eternidade com Ele. Desperdiçar esta maravilhosa dádiva é insensatez humana.

Deus, na Sua infinita bondade, deixa-nos viver de acordo com as nossas escolhas, mas por todas elas, prestaremos contas perante o nosso Criador. Nós não somos de nós mesmos, nem vivemos para nós mesmos, quer queiramos, quer não.

“Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo. Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;” Eclesiastes 11:9, 12:1  

“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” Eclesiastes 12:13,14


Este é o dever de todo o ser humano, temer a Deus e de guardar os Seus mandamentos. Ninguém está forçado a fazê-lo, mas também ninguém pode desculpar-se de não os saber.
Uma das muitas parábolas contadas por Jesus aborda esta realidade e da forma mais dramática.

“E propôs-lhes uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância. E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus.” Lucas 12:16-21

Tudo o que o homem consegue é pela misericórdia de Deus, mas somos ingratos devido à nossa tendência pecaminosa e “pobres” no nosso relacionamento para com Ele. Aqueles que têm conhecimento que seguir os conselhos de Deus é a melhor atitude para esta vida, sabem que ela não termina aqui. Mesmo que este corpo sucumba, não é o fim.

As promessas de Deus são segurança para os que exercitam a sua fé e creem nelas. “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que O amam.
1 Coríntios 2:9

Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de Ti, que trabalhe para aquele que nele espera.
Isaías 64:4

Sejamos sábios e diligentes procurando o nosso Criador e o Seu Conselho enquanto temos vida aqui. Ela tem propósito! É para a manifestação da graça e da glória de Deus.
J.F.

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